| 19 | Mãos duras (SP 450) Me de suas mãos duras e frias, E me deixe passear sobre teu corpo, Vestido de barras em meio fio, Me dá sombra quando eu sentar na praça, No chão de grama, Me queime a pele branca, Quando eu correr em busca do pão, Na loucura de teus intestinos expostos. Me bote um sorriso nos lábios, Enquanto danço sob seu globo multicolores, Ao som da luz negra que ilumina , Minha roupa branca. Me alimente com a comida exposta, Sobre as toalhas listradas instaladas, No vão de teus dentes não tão alvos. Preocupe-se com as bactérias, Que roubam o que é meu, Nos faróis vermelhos de tuas artérias. Abrace meus ombros quando eu chorar, Os meninos que dormem nas dobras, Do teu coração-catedral. Me apoie, quando tuas outras enzimas, Me disserem que não tem nada pra mim, E eu voltar pra casa de cabeça baixa, Explicando pra companheira, Que ainda não foi desta vez. Gargalhe comigo no balcão, De uma de suas glândulas, Me enchendo de tuas endorfinas alcóolicas, Porque ninguém é de ferro, A não ser você... |